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Materiales

Shore D

Escala de dureza para materiais mais duros que 90 Shore A, medida com durômetro tipo D conforme ASTM D2240. O indentador cônico de aço aplica uma carga de 44,5 N. Faixa prática: 20 Shore D (poliuretano semi-rígido) a 90 Shore D (plástico rígido). Materiais típicos medidos em Shore D: poliuretanos duros, nylons, acetal (POM), HDPE, plásticos de engenharia. A conversão aproximada Shore A → Shore D é: 95 Shore A ≈ 50 Shore D (não linear). Espessura mínima da amostra: 6mm. A leitura é feita a 1 segundo de contato. Norma equivalente: DIN 53505. Complementa a escala Shore A para completar o espectro de dureza de polímeros.

O que você precisa saber

  • Escala de dureza para materiais mais duros que 90 Shore A, medida com durômetro tipo D conforme ASTM D2240.
  • O indentador cônico de aço aplica uma carga de 44,5 N.
  • Faixa prática: 20 Shore D (poliuretano semi-rígido) a 90 Shore D (plástico rígido).
  • Materiais típicos medidos em Shore D: poliuretanos duros, nylons, acetal (POM), HDPE, plásticos de engenharia.
  • A conversão aproximada Shore A → Shore D é: 95 Shore A ≈ 50 Shore D (não linear).

Definição completa

A escala Shore D é uma medida de dureza utilizada para materiais que possuem um nível de dureza superior a 90 Shore A. Essa escala é especialmente relevante na indústria de elastômeros e plásticos, pois permite a caracterização de materiais que apresentam propriedades mecânicas rigorosas, como poliuretanos duros, nylons e plásticos de engenharia, que são frequentemente utilizados em aplicações industriais. A medição é realizada com um durômetro tipo D, conforme a norma ASTM D2240, que utiliza um indentador cônico de aço que aplica uma carga de 44,5 N sobre a amostra. O valor obtido na escala Shore D oferece uma indicação da resistência e durabilidade do material sob condições de uso específicas, tornando-se uma ferramenta essencial para engenheiros e projetistas na seleção de materiais adequados para diferentes aplicações. Os materiais típicos medidos nessa escala variam de poliuretano semi-rígido, com uma dureza de 20 Shore D, até plásticos rígidos, que podem alcançar até 90 Shore D, cobrindo uma ampla faixa de aplicações industriais.

Uma característica importante da escala Shore D é sua relação com a escala Shore A, que é comumente utilizada para medir a dureza de elastômeros mais macios. A conversão aproximada entre essas duas escalas é que 95 Shore A é equivalente a aproximadamente 50 Shore D, embora essa relação não seja linear. Isso implica que, ao trabalhar com materiais que transitam entre essas duas escalas, é fundamental considerar as especificidades de cada tipo de material e a aplicação pretendida. Para garantir medições precisas, a espessura mínima da amostra deve ser de 6 mm, e a leitura deve ser realizada um segundo após o contato do durômetro com a superfície do material, assegurando que a pressão aplicada seja suficiente para uma medição consistente e confiável. Além da norma ASTM D2240, a norma DIN 53505 também estabelece diretrizes equivalentes para a medição da dureza de materiais poliméricos, complementando assim o espectro de dureza que abrange desde materiais elásticos até plásticos mais rígidos.

O que você precisa saber

  • A escala Shore D é utilizada para medir a dureza de materiais com dureza superior a 90 Shore A.
  • Medidas são realizadas com um durômetro que aplica uma carga de 44,5 N sobre a amostra.
  • Os valores variam de 20 Shore D (poliuretano semi-rígido) a 90 Shore D (plástico rígido).
  • A conversão entre Shore A e Shore D é aproximadamente 95 Shore A ≈ 50 Shore D.
  • A espessura mínima da amostra para medição deve ser de 6 mm.
  • Leitura deve ser feita 1 segundo após o contato para obter resultados precisos.

Aplicações industriais

  • 1Uso em componentes automotivos, como suportes e buchas, onde a resistência ao desgaste é crucial.
  • 2Fabrication de peças industriais em nylon e acetal para aplicações que requerem alta rigidez.
  • 3Desenvolvimento de peças moldadas em poliuretano duro para equipamentos de manuseio de materiais.
  • 4Produção de dispositivos médicos que exigem plásticos de engenharia com alta durabilidade.
  • 5Criação de ferramentas e moldes que precisam suportar altas pressões e temperaturas.

Erros comuns

  • Não considerar a espessura mínima da amostra pode levar a medições imprecisas.
  • Confundir a relação de conversão entre Shore A e Shore D, resultando em seleção inadequada de materiais.
  • Medir a dureza de materiais muito flexíveis, que não se enquadram na escala Shore D.
  • Desconsiderar a norma de medição, o que pode comprometer a validade dos resultados obtidos.
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Dica de especialista

Ao selecionar materiais com base na dureza Shore D, sempre verifique não apenas a dureza, mas também as propriedades mecânicas específicas do material para a aplicação desejada.

Normas técnicas

  • ASTM D2240 — Método de teste padrão para a dureza de materiais elastoméricos.
  • DIN 53505 — Norma para a medição da dureza de elastômeros e plásticos.

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Normas aplicáveis

ASTM D2240.DIN 53505.